domingo, 5 de agosto de 2007

Crítica:: Transformers: Ação e Efeitos de Qualidade

Nesse fim de semana pude finalmente conferir o filme que, para minha surpresa, obteve a melhor estréia de filmes originais (isto é, ele não é uma seqüência) arrecadando um total de US$ 67,6 milhões na América do Norte. Transformers é baseado no famoso desenho da década de 80 onde robôs que se disfarçam como máquinas comuns vem parar na Terra e aqui travam batalhas. Os Decepticons querem dominar nosso mundo enquanto os Autobots tentam defendê-lo. O curioso, pra quem não sabia, é que os brinquedos da Hasbro (que é também produtora associada do filme) é que deram origem ao desenho e não o contrário.

Abusando dos efeitos especiais que dão vida aos robôs e das cenas de ação, o filme é um pouco longo demais (143min.), mas não chega a cansar se a sua paciência não for muito curta e consegue manter o ritmo que se espera de um filme de ação na maior parte do tempo. O filme é bom tecnicamente, a fotografia de Mitchell Amundsen é elogiável. Especialmente no que diz respeito às cenas de ação onde a câmera faz você se sentir participando dos acontecimentos e combina com os efeitos especiais de maneira mais do que adequada, o que é um fator a ser considerado num filme como esse.


A direção é de Michael Bay, de A Ilha (2005), Pearl Harbor (2001) e Armageddon (1998). Não restam dúvidas que ele faz um bom trabalho dirigindo ação com a decupagem e execução que colocam o espectador dentro do filme.

O seu defeito, no entanto, é o de querer agradar a todas as audiências. O que pode ser considerado compreensível num grande empreendimento comercial que custou cerca de US$ 150 milhões, faz com que enquanto temos uma trama adolescente (mais interessante, em minha opinião) envolvendo Sam (Shia LaBeouf, o novo queridinho de Hollywood) um jovem que compra seu primeiro carro para conquistar a garota dos seus sonhos (Megan Fox) e acaba se deparando com um dos robôs mocinhos, tenhamos em paralelo uma trama que envolve um grupo de soldados de elite do exército americano, o secretário de defesa e uma analista de sistemas com pretensões de atingir um público mais adulto. Na parte final do filme, o roteiro coloca as duas tramas juntas e perde em consistência. Pra completar, surgem figuras cômicas bastante exageradas através dos personagens de Anthony Anderson e John Turturro. Ambos são estereótipos que forçam a barra e simplesmente não combinam com o restante do filme. Momentos piegas fora de hora e contexto, típicos de Bay (em Armageddon e Pearl Harbor tem aos montes), completam os problemas do longa.


Desconsiderando toda a polêmica em relação à apologia às forças armadas americanas e a toda a propaganda presente no filme, eu diria que se você está disposto a passar um (bom) tempo assistindo a um filme de ação divertido e ver os robôs que fizeram parte da sua infância tomarem vida através de efeitos especiais fantásticos e entrarem em combate em cenas de ação muito bem dirigidas, eu recomendo o filme. Agora, se está esperando uma trama complexa, mais séria e um pouco mais adulta eu sugiro conferir a programação do cinema de novo ou ir ao teatro.


Pra quem viu e gostou, eu adianto que tem mais. Como fica claro no final, entre um crédito e outro, haverá uma seqüência e ela tem previsão de chegar aos cinemas em 2009.


Pra saber mais +

Clique nos links do texto para acessar o IMDB.

Outras opiniões +

Trama longa e boba afunda 'Transformers' (G1)

Efeitos especiais são o forte de "Transformers" (Reuters)

Michael Bay faz liquidificador de referências em que só robôs se salvam (Folha de S. Paulo)

Um comentário:

protoplasmatica disse...

Faltou vc falar q foi assistir com os seus amigos mais legais de todos!!