quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Porque as séries demoram tanto pra chegar ao Brasil

Eu sou viciado em séries. Adoro. Quando eu prestei vestibular e passei só pro segundo semestre da UFRJ passei esses seis meses (e mais uns dois da greve... básico) assistindo Sony, Warner e Fox o dia inteiro. Hoje eu sou mais light. Só acompanho de perto Lost e Heroes e vejo de vez em quando House, 24 Horas e as eternas, mas sempre engraçadas reprises de Friends e Seinfeld.

Eu vejo séries desde que as pessoas tinham o maior preconceito e chamavam elas de enlatados. Elas só passavam na Sessão Aventura e nos sábados e domingos pela manhã na Globo. Pra quem só viu Malhação depois da Sessão da Tarde eu relembro que a Sessão Aventura ocupava esse horário na década de 80 e início de 90 e passava séries clássicas como Mac Gyver (Profissão Perigo), Esquadrão Classe A, Dama de Ouro e uma que ninguém lembra, mas que eu adorava: a Força de Emergência. Era tipo uma SWAT dos anos 80. Eu lembro da abertura onde o narrador dizia assim:

“Quando o cidadão está com problemas, ele chama a polícia. Mas quando a polícia está com problemas, eles chamam a... FORÇA DE EMERGÊNCIA!!!”.

Muito bom, né? Alguém lembra disso?

OK. Chega de nostalgia. Como eu ia dizendo, o meu irmão compartilha esse meu vício e uma dessas noites batendo papo, a gente chegou a uma conclusão: existe uma conspiração (eu tinha dito que gosto de conspirações) pra que as séries só cheguem ao Brasil com pelo menos uns seis meses de atraso. É sério... pensem bem... porque é que as séries não são exibidas aqui ao mesmo tempo que lá nos EUA?

Eu até entendo que as séries demorem a chegar na TV aberta. Eles querem que você tenha um TV por assinatura. Isso é óbvio. Mas não passar na TV fechada não faz o menor sentido. Onde é que eles querem que você assista?

E nem adianta culpar a legenda. Se cinco ou seis nerds conseguem fazer uma legenda sincronizada com perfeição e traduzida melhor do que a Mônica Pessegueiro do Amaral, que traduz a legenda de TODOS os filmes que eu vejo no cinema (mas isso é assunto pra outro post), porque a Fox ou a Sony teriam dificuldades?

A nossa conclusão estarrecedora é a seguinte: Eles fazem isso pra vender mais assinaturas de Internet banda larga! É óbvio que se você não consegue assistir aqui, tem que baixar de algum site pirata ou um torrent. E pra isso você precisa de uma Internet banda larga. Até porque se for discada, você vai ver Lost ou 24 Horas mais rápido se esperar chegar na Globo.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

O dono da janela

Esse post é pra falar sobre aquelas regras invisíveis, não ditas, mas que estão implícitas e de um jeito ou de outro todo mundo acaba respeitando mesmo sem saber exatamente o porquê.

Eu nunca tinha reparado mas, segundo uma amiga, quem senta na janela do ônibus tem o total e arbitrário controle sobre a mesma. Se você está na janela, pode ficar tranquilo e fazer o que bem entender com ela. A regra é clara. Mas se sentou no corredor ou está em pé pode dizer adeus a qualquer chance de decidir o que acontece com a janela.

Eu disse que nunca tinha reparado. Isso foi até sexta passada.

Foi nesse dia chuvoso que eu estava voltando pra casa no final da tarde e peguei um ônibus (óbvio) lotado. Quem já pegou um ônibus lotado num dia de chuva sabe muito bem que a primeira reação das pessoas é fechar todas as janelas e frestas possíveis do ônibus. Eu juro que não entendo. Se molhar nem pensar. Mas respirar é opcional.

É claro que pra completar tinha um engarrafamento monstruoso na auto-estrada Lagoa-Barra.

Depois de alguns minutos com 70 pessoas dentro de um espaço confinado, é óbvio que ficou bastante abafado. Tava sufocante, pra dizer a verdade. Um sujeito que estava em pé ao meu lado e que, assim como a maioria dos seres humanos, precisa respirar, teve a boa idéia de abrir a janela superior.

É aí que entra o dono da janela. Pra ele não interessava se todo mundo ia morrer sufocado ou não. Aquela era a janela dele e assim ele fechou a janela por mais que já não estivesse chovendo mais. Depois de mais umas duas tentativas frustradas, parece que lembramos da "regra" e ninguém mais tentou abrir a janela dele. Por sorte eu estava bem embaixo daquela escotilha (é assim que se chama?) , eu a abri pra entrar um ar e sobrevivi pra contar essa história.

Afinal, eu podia não estar na janela mas eu era o "dono da escotilha".

PS.: A primeira coisa que eu fiz quando o cara se levantou e eu sentei no lugar dele foi escancarar a janela. E que se dane se alguém ficou com frio...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Porque eu gostei de Paraíso Tropical

Sim. Eu confesso. Mesmo correndo o risco de perder todos os meus amigos e o respeito dos meus colegas de trabalho, eu confesso: gostei de Paraíso Tropical e assisti até o último capítulo.

A novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares pode ter tido vários defeitos. Não há dúvida que eles existem. Mas criticar é fácil.

Prefiro me ater aos seus muitos êxitos. Ao priorizar várias pequenas tramas e subtramas de duração mais curta ao invés de uma ou duas tramas sem fim que permeiam os seis meses de exibição, o último folhetim das 8 da TV Globo conseguiu um ritmo mais ágil e prendeu a atenção do espectador, já que o desenrolar das histórias era bem mais rápido.

A direção esteve bem ao longo da novela com uma ou outra cena repreensível e o elenco, especialmente no núcleo dos vilões, foi acima da média.

Na reta final, é claro que tem que se dar um desconto para as concessões que os autores têm de fazer em nome do clamor popular. Ainda assim, o resultado é bastante satisfatório. As cenas de ação do último capítulo tem uma qualidade de direção, edição, fotografia e trilha musical que eu jamais tinha visto em uma novela da Globo. Fico feliz de estarmos evoluindo nesses aspectos.

O ponto alto do capítulo final foi realmente a revelação do assassino da vilã Taís. Numa cena bem construída, os autores tiveram a coragem de escapar do artifício (estúpido) do assassino de quem ninguém suspeitava e mantiveram a coerência fazendo com que o assassino fosse Olavo (Wagner Moura), o vilão da novela. A surpresa ficou por conta do motivo do assassinato. O bacana é ver que aquela velha máxima do "não é o que você conta, mas a maneira como você conta" prevaleceu e rendeu uma boa história em que todas as pontas soltas foram devidamente resolvidas e equacionadas pelos roteiristas.

Parabéns a todos os envolvidos na produção e espero que as futuras novelas e seriados possam contar com um roteiro inteligente e de qualidade, que é a base para um programa interessante.

Teoria da conspiração



Todo mundo que me conhece sabe que eu adoro uma boa teoria da conspiração. Melhor ainda se envolve sociedades secretas, o governo americano e tudo mais.

No entanto, o vídeo acima não tem nada de ficção. Esse episódio infeliz aconteceu na Universidade da Flórida, em 17 de Setembro. O estudante Andrew Meyer foi preso e passou a noite na cadeia sob a alegação de "perturbar a ordem" simplesmente por fazer uma pergunta ao Senador John Kerry, que dava uma palestra para os alunos da universidade.

Tudo bem que ele pode ter sido um tanto insistente nas suas perguntas e na indagação a Kerry se ele de fato fazia parte da mesma sociedade secreta da qual (supostamente) faz parte o presidente George W. Bush. Mas isso não era motivo pra prender o rapaz e muito menos para dominá-lo usando choques elétricos.

Me impressiona o desespero do estudante em querer saber o que tinha feito de errado, os pedidos de socorro e o apelo para que o policial não use o taser. A cena é deprimente e mostra o quanto a sociedade americana se dispõe a abrir mão de suas liberdades individuais por um pouco mais de segurança. Ou pelo menos por um pouco mais de sensação de segurança.

Além de ser lamentável, me deixou curioso o fato desse episódio, que é no mínimo polêmico, ter sido deixado de lado pela mídia como um todo tanto nos EUA quanto no Brasil. Questionei vários amigos e ninguém sabia do acontecido ou tinha sequer ouvido falar.

Policiais dominando um estudante sem maiores razões... Mídia encobrindo os fatos... Estou começando a achar que essa sociedade secreta pode existir.

Mas a verdade está lá fora. Agora vocês já sabem. E da próxima vez que forem falar sobre sociedades secretas... cuidado com quem está ouvindo...

De volta...

Andei um pouco ocupado.

Entre outras coisas, estou trabalhando pra fazer uns freelas como fotógrafo e recuperar o investimento que fiz na compra de uma câmera digital nova.

Se alguém quiser conferir o meu portfolio pode clicar aqui.

Eu estava hospedando minhas fotos no Photobucket. Mas o Carbonmade tem uma aparência mais clean e profissional, não dá pra copiar as fotos com facilidade e o limite de 35 fotos para a conta gratuita é mais do que suficiente para que alguém avalie o meu trabalho.

Mas o objetivo do post é dizer que estou de volta e vou procurar atualizar o blog com frequência.

PS.: No embalo do tema fotográfico eu atualizei o Top5. Confiram aí ao lado.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Top 5 no Pipoca da Boa

Estou estreando um Top 5 no meu blog dedicado exclusivamente à cinema.

Passem por lá e confiram clicando aqui. O tema dessa semana é: As Piores Adaptações para o Cinema de Todos os Tempos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Talentos individuais não salvam Toma Lá Dá Cá

Essa semana tive a oportunidade de assistir ao novo programa humorístico da Globo que estreou na terça passada. Toma Lá Dá Cá conta com atores de talento incluindo Diogo Vilela, Marisa Orth, Adriana Esteves, Arlete Salles e Miguel Falabella, que ao lado de Carmem Barbosa é um dos criadores do sitcom. O restante do elenco se completa com os jovens Fernanda Souza, Daniel Torres e George Sauma e com Alessandra Maestrini.

Os personagens são extremamente estereotipados: Marisa Orth mais uma vez vive uma personagem completamente superficial. Rita é uma Magda menos burra. Falabella por sua vez encarna um Caco Antibes menos escandaloso no papel de Mário Jorge. Arlete Salles criou uma avó bêbada e farrista. O restante dos personagens são rasos e a empregada não consegue fugir da fórmula da doméstica cômica: insolente e desbocada. A personagem de Adriana Esteves é a mais contida e talvez por isso a menos chata.

Com um roteiro muito fraco, as poucas risadas da platéia (eu mesmo só dei uma meia risada e nem me lembro do que foi) saíram de atuações individuais. Não é o suficiente. Falabella esteve nos EUA assistindo a gravações de sitcoms americanas diante da platéia para implantar esse esquema em Toma Lá Dá Cá. Ele deveria ter aproveitado para verificar que os sitcoms que fizeram sucesso por lá se baseiam no roteiro e em personagens interessantes. E assim, mesmo atores de menor nível técnico, como Jennifer Aniston, de Friends, dão conta do recado quando o roteiro é bom. De outro modo, nem mesmo os melhores atores farão um programa engraçado e que seja gostoso de assistir.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Crise de criatividade ou política de mercado?

Escrevendo para o blog recentemente e lendo alguns artigos, me dei conta do número extraordinário de filmes que são adaptações, remakes ou simplesmente seqüência. A quantidade de filmes com roteiros originais tem diminuído nos últimos anos em Hollywood.

Adaptações sempre estiveram presentes na história do cinema e fizeram chegar às telas clássicos da literatura que renderam grandes filmes de sucesso. No ranking dos 100 melhores filmes do American Film Institute, 49 foram adaptados ou inspirados a partir de romances, contos e livros de não-ficção. Seja em termos de crítica ou público esses filmes obtiveram grandes êxitos. Vale lembrar de Uma Mente Brilhante (2001), que faturou o Oscar de Melhor filme e a adaptação de um dos livros mais lidos do planeta: Senhor dos Anéis, cuja trilogia rendeu uma bilheteria de quase US$ 3 bilhões de dólares se combinarmos o faturamento mundial dos filmes e 17 Oscars incluindo o de Melhor Filme para o episódio final da saga lançado em 2003.

Mas o que vemos hoje na verdade é uma enxurrada de adaptações que se apropriam de elementos já inseridos e instaurados na cultura de massa como forma de promover o filme antes mesmo do seu lançamento. Adaptações de histórias como heróis de quadrinhos, desenhos animados, seriados de TV e até mesmo jogos de videogame e PC. Podemos citar aqui a trilogia do Homem Aranha, Sin City (2005), os recém-lançados Transformers (2007) e Simpsons – O Filme (2007), a promessa de um novo filme do He-Man, de uma adaptação de Sex and The City, e os recentes Resident Evil (2002) e seqüência e Doom (2005).

Somando-se a isso, temos um número elevado de remakes e seqüência. O remake é uma nova versão de um filme previamente realizado e lançado. O mais notável na história recente provavelmente é Os Infiltrados (2006), de Martin Scorcese, versão de um filme obscuro de Hong Kong que ganhou o Oscar de Melhor Filme no ano passado e Guerra dos Mundos (2005), de Steven Spielberg. Qualquer filme dos últimos anos que tenha feito sucesso imediatamente ganha uma (ou duas) seqüência. Velozes e Furiosos (2001) e suas continuações são um bom exemplo de seqüência fora de propósito que sequer tratam dos mesmos personagens. Transformers (2007) mal foi lançado e já terá uma continuação em 2009.

Diante do número pequeno de filmes citados em relação às possibilidades de preencher muito mais linhas com filmes não-originais de todos os tipos, pode parecer que a afirmação de que Hollywood está vivenciando uma crise de criatividade é verdadeira. Nada poderia ser mais incorreto, porém. Segundo estimativas, o número de roteiros originais registrados anualmente nos EUA pode passar de 80.000. Então porque é que não se produzem mais filmes originais? A resposta é simples. O cinema americano é uma poderosa indústria. Um negócio. E a regra para investir capital em qualquer aplicação é procurar sempre o menor risco aliado às maiores taxas de retorno.

Fica óbvio que investir em uma fórmula de sucesso já testada e comprovada é muito mais seguro e lucrativo para os acionistas dos estúdios de Hollywood. Colocar dezenas de milhões de dólares em um roteiro original pode ser arriscado demais. Utilizar um produto que já está inserido na cultura popular é uma forma de proteger esse investimento ao garantir, aliado a estratégias de lançamento que consomem cada vez mais recursos em publicidade, um grande público para o filme. O público maior também chama a atenção de empresas interessadas em promover seus produtos através do filme. A última aventura de James Bond, Casino Royale (2006), por exemplo, traz a Sony, distribuidora do filme, aparecendo em DVDs, celulares, câmeras, monitores e notebooks. Virtualmente todos os carros que aparecem no filme pertencem ao grupo Ford (incluindo o incrível Aston Martin do 007) e a vodka Smirnoff foi inserida no Martini, o drink imortalizado pelo personagem.

Por último, gostaria de destacar, como contraponto, que ainda há excelentes roteiros originais sendo produzidos e levados às telas todos os anos por produtoras de grande porte e por seus selos “independentes”, como o ótimo Pequena Miss Sunshine (2006), o excelente Mais Estranho que a Ficção (2006) e tantos outros que nos deixam ainda alguma esperança no cinema americano e em sua renovação.

Pra saber mais +

Clique nos links do texto para acessar o IMDB.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Pequenos Imprevistos na Lapa

Pra quem não sabe, "Pequenos Imprevistos" é o título do curta-metragem roteirizado e dirigido por mim e produzido pela Atitude Produções.

Foi rodado em Dezembro do ano passado e conta a divertida história do Mário, um cara super apaixonado pela namorada que quer pedi-la em casamento mas só se mete em roubada. O resultado final ficou bem legal. Vale a pena conferir.

Enquanto não fecho com a Globo um valor pra passarem no Telecine (é muito novo pra passar na Tela Quente), a gente vai exibindo ele onde e quando dá.

Ele será exibido amanhã, no cineclube Beco do Rato. Fica na Rua Morais e Vale ,8 Lapa. Começa às 22:30.

Eu ainda não sei se vou poder estar lá mas fica aí o aviso e o convite.

domingo, 5 de agosto de 2007

Crítica:: Transformers: Ação e Efeitos de Qualidade

Nesse fim de semana pude finalmente conferir o filme que, para minha surpresa, obteve a melhor estréia de filmes originais (isto é, ele não é uma seqüência) arrecadando um total de US$ 67,6 milhões na América do Norte. Transformers é baseado no famoso desenho da década de 80 onde robôs que se disfarçam como máquinas comuns vem parar na Terra e aqui travam batalhas. Os Decepticons querem dominar nosso mundo enquanto os Autobots tentam defendê-lo. O curioso, pra quem não sabia, é que os brinquedos da Hasbro (que é também produtora associada do filme) é que deram origem ao desenho e não o contrário.

Abusando dos efeitos especiais que dão vida aos robôs e das cenas de ação, o filme é um pouco longo demais (143min.), mas não chega a cansar se a sua paciência não for muito curta e consegue manter o ritmo que se espera de um filme de ação na maior parte do tempo. O filme é bom tecnicamente, a fotografia de Mitchell Amundsen é elogiável. Especialmente no que diz respeito às cenas de ação onde a câmera faz você se sentir participando dos acontecimentos e combina com os efeitos especiais de maneira mais do que adequada, o que é um fator a ser considerado num filme como esse.


A direção é de Michael Bay, de A Ilha (2005), Pearl Harbor (2001) e Armageddon (1998). Não restam dúvidas que ele faz um bom trabalho dirigindo ação com a decupagem e execução que colocam o espectador dentro do filme.

O seu defeito, no entanto, é o de querer agradar a todas as audiências. O que pode ser considerado compreensível num grande empreendimento comercial que custou cerca de US$ 150 milhões, faz com que enquanto temos uma trama adolescente (mais interessante, em minha opinião) envolvendo Sam (Shia LaBeouf, o novo queridinho de Hollywood) um jovem que compra seu primeiro carro para conquistar a garota dos seus sonhos (Megan Fox) e acaba se deparando com um dos robôs mocinhos, tenhamos em paralelo uma trama que envolve um grupo de soldados de elite do exército americano, o secretário de defesa e uma analista de sistemas com pretensões de atingir um público mais adulto. Na parte final do filme, o roteiro coloca as duas tramas juntas e perde em consistência. Pra completar, surgem figuras cômicas bastante exageradas através dos personagens de Anthony Anderson e John Turturro. Ambos são estereótipos que forçam a barra e simplesmente não combinam com o restante do filme. Momentos piegas fora de hora e contexto, típicos de Bay (em Armageddon e Pearl Harbor tem aos montes), completam os problemas do longa.


Desconsiderando toda a polêmica em relação à apologia às forças armadas americanas e a toda a propaganda presente no filme, eu diria que se você está disposto a passar um (bom) tempo assistindo a um filme de ação divertido e ver os robôs que fizeram parte da sua infância tomarem vida através de efeitos especiais fantásticos e entrarem em combate em cenas de ação muito bem dirigidas, eu recomendo o filme. Agora, se está esperando uma trama complexa, mais séria e um pouco mais adulta eu sugiro conferir a programação do cinema de novo ou ir ao teatro.


Pra quem viu e gostou, eu adianto que tem mais. Como fica claro no final, entre um crédito e outro, haverá uma seqüência e ela tem previsão de chegar aos cinemas em 2009.


Pra saber mais +

Clique nos links do texto para acessar o IMDB.

Outras opiniões +

Trama longa e boba afunda 'Transformers' (G1)

Efeitos especiais são o forte de "Transformers" (Reuters)

Michael Bay faz liquidificador de referências em que só robôs se salvam (Folha de S. Paulo)