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terça-feira, 20 de abril de 2010

I'll be alright...


O que se faz com uma tarde livre, um apartamento vazio, uma câmera fotográfica, um tripé e um controle remoto?

A resposta está nessa série de auto-retratos que eu fiz e postei no meu Flickr. A imagem do post é a primeira de um total de sete. Espero que vocês curtam.


domingo, 12 de abril de 2009

Visualização

Essa é a chave para a fotografia e para diferenciar o fotógrafo criativo, o artista, do amador.

O vídeo abaixo (em inglês) mostra um pequeno trecho de uma rara entrevista concedida pelo grande fotógrafo Ansel Adams.

Um dos maiores fotógrafos do século XX, Adams começou sua carreira em 1927 e trabalhou até a década de 70, se caracterizou pela maestria com que tratava seus negativos e ampliava suas cópias. Com origens no estilo pictorialista, que procurava imitar o Impressionismo e alçar a fotografia ao patamar das outras artes, Ansel Adams logo encontrou um estilo próprio, abandonando o pictorialismo para dar valor a um maior realismo, que conseguia através de foco e exposição precisas, do contraste elevado e do absoluto controle tonal sobre a imagem. Suas imagens se destacavam, acima de tudo, pela clareza.

A imagem que ilustra o post tem o título The Tetons and the Snake River e é de 1942.

Voltando ao vídeo, de valor histórico indiscutível, Adams acredita que o amador olha para o mundo e clica sem critério. Imagine o desespero dele hoje, com câmeras digitais acessíveis e memória ficando cada vez mais barata. Já o fotógrafo, o profissional criativo, o artista, olha para o mundo e busca algo especial. Pra ele, a fotografia começa na mente do fotógrafo, no que ele chama de o olho da mente. O criativo então usa seus conhecimentos e suas ferramentas para transferir para o papel o equivalente daquela imagem etérea e intangível que ele considera valiosa e relevante. Aparentemente é um conceito simples, agora que você leu. Mas é de uma clareza impressionante. Provavelmente a mesma clareza que ele imprimia às suas imagens.



quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Fotografia:: Água de Beber


Na quarta-feira da semana anterior, tive uma noite de capoeira.

Primeiro fui a uma roda de capoeira na Gávea. O evento foi organizado pela minha instrutora, a Felina. Ela dá aula pra várias crianças e adultos próximo ao Shopping da Gávea e a maior parte dos alunos compareceu.

Depois, a galera toda foi ao Teatro do Jockey conferir uma peça sobre capoeira, com capoeira mas que não fala só para os capoeiristas.

"Água de Beber" é o primeiro espetáculo teatral que conta a história da capoeira no Brasil, país que se tornou o maior divulgador e exportador de profissionais desta arte no mundo. Idealizada pelo diretor, acrobata e capoeirista Cláudio Baltar, a peça é baseada livro "Santugri", do jornalista e sociólogo baiano Muniz Sodré e em pesquisas em jornais e entrevistas com capoeiristas e estudiosos dessa arte.

Como eu disse, o espetáculo é bem interessante não apenas para os iniciados na capoeira, mas para todo mundo. Com música, projeção de imagens, capoeira e interpretação, o espetáculo tem momentos de ação, drama e até de comédia. Os capoeiristas Rodrigo dos Santos, Davi Mico Preto. Fábio Leão Pequeno, Sérgio Cebolla, Charles Rosa e Fábio Negret estão de parabéns e dão show com as acrobacias.

Alerta! Daqui pra frente o post é mais técnico. Se você não saca muito de fotografia pula pro final pra ver a outra foto.

Com a minha companheira de trabalho, a Nikon D40 e munido das minhas objetivas, uma 18-135mm e uma 50mm, fui à luta.

Na roda, usei ISO 1600 e um flash SB600 rebatido em um cartão branco preso no mesmo.

No teatro, após conseguir uma autorização da produção pra fotografar o espetáculo, descartei o flash e aproveitei as luzes da peça para iluminar os atores/capoeiristas. Assim, pude diminuir o meu ISO para 800.

Durante a peça, alternei (com algum esforço e uma boa dose de agilidade) entre as duas objetivas. Mas a 50mm com abertura f: 1,8 se mostrou mais útil, mesmo sem o foco automático. Capturei a maioria absoluta das imagens com diafragma 2,8 para ter um pouquinho a mais de profundidade de campo e uma margem de erro no foco manual.

Foram mais de 150 fotos no total e fico feliz de dizer a vocês que agora uso o Adobe Photoshop Lightroom, que é um excelente software que permite importar, tratar e publicar as fotos de uma maneira muito mais prática e rápida em relação ao Photoshop. Enquanto nesse programa você tem que abrir uma a uma as fotos, alterar e depois salvar, no Lightroom você trabalha com vários arquivos ao mesmo tempo e online, sem precisar abrir ou salvar nada. Pra quem tira muitas fotos em formato RAW, como eu, é a ferramenta ideal. Recomendo.

A primeira foto foi capturada com a lente 50mm (75mm equiv.), f: 1,8 e t1/80.

Já a segunda foi fotografada com a objetiva 18-135mm na posição 62mm (93mm equiv.), diafragma f: 5,3 (5,0 e 1/3) e t1/60.


Quem quiser conferir mais do meu trabalho como fotógrafo basta clicar aqui e acessar meu porfolio online.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Fotografia:: Respeitável público...



O circo chegou!!!

Como é assim que começa toda apresentação de um circo, achei que seria adequado iniciar o post assim.

No último domingo, levei a Alice à lona da Praça XI na companhia de dois bons amigos por conta de apresentação das crianças de uma ONG que se chama Praticável, na qual uma amiga psicóloga trabalha.

Assistimos à apresentação das crianças e ao espetáculo circense logo depois. Fazia tempo que eu não ia ao circo (talvez mais de dez anos) e confesso que achei o espetáculo fantástico. Tirando a parte dos milhões de dólares investidos, não ficam devendo nada ao Cirque Du Soleil (nada contra eles, apenas acho absurdamente caro). Muito bacana mesmo.

É claro que, munido de minha inseparável Nikon D40, registrei a apresentação para dividir com vocês um pouco da magia do circo. Foram mais de 160 fotos. Com muito pesar, selecionei 66 imagens para colocar numa galeria do Picasa. Essas duas estão entre as minhas preferidas, mas eu aconselho todos a conferir a galeria. Até pensei em postar apenas as 2 fotos que melhor representassem esses artistas para manter o padrão do blog, mas foi impossível. Não pela minha competência em fotografar, mas pela competência deles em fazer um espetáculo belíssimo.

Parabéns a eles e a todos os artistas que mantém o circo vivo e fazem crianças do mundo inteiro felizes como a Alice no domingo.

Alerta! Daqui pra frente o post é mais técnico. Se você não saca muito de fotografia pula pro final pra ver a outra foto.

Como vocês vão poder conferir a maioria das fotos na galeria, vou resumir aqui o procedimento utilizado para registrar a maioria delas e as duas fotos que ilustram o post.

Prevendo que fotografaria com pouca luz, escolhi levar apenas a objetiva 50mm de f:1.8. Por causa do fator de crop, ela se torna uma 75mm
na D40. Confesso que uma grande-angular fez falta em vários momentos, mas é legal ser forçado a se mover de um lado pro outro para fazer a foto. A outra questão dessa lente é que ela não tem foco automático na minha Nikon (mas o display da câmera possui indicação de foco, pra minha sorte) e portanto eu utilizei uma abertura constante de f: 2.8 durante o espetáculo para ter o mínimo de margem de erro em relação ao foco.

Deixei o ISO em 800, que é um valor que me permitiu aumentar a velocidade de exposição para 1/200 a 1/320 quando os canhões de luz iluminavam o picadeiro, mantendo ao mesmo tempo um nível aceitável de ruído na imagem. Um dica pra quem pretende fotografar algo desse tipo é: planeje e se prepare pra situação que vai encontrar.

O fotômetro da câmera ficou em spot porque desse modo eu podia apontar para o ponto mais luminoso da roupa do artista em quadro e verificar se a exposição estava adequada ou muito "estourada". O modo era o M (Manual). Se quiser fotografar com consistência numa situação dessas abandone os modos automáticos. Neles, a câmera escolher os valores por você baseada no que você enquadrou, fazendo com que a abertura ou a velocidade fiquem sempre mudando. Defina um diafragma e uma velocidade padrão e vá se adaptando a partir daí.

A primeira foto teve velocidade de 1/250 e os parâmetros discutidos nos parágrafos anteriores. A segunda foi capturada com 1/60 de velocidade do obturador e os mesmos parâmetros.



Quem quiser conferir mais do meu trabalho como fotógrafo basta clicar aqui e acessar meu porfolio online.



Se você quiser ver a galeria com todas as fotos do circo, basta clicar no mosaico acima.