segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Fotografia:: A Chapada dos Veadeiros (Pt. II)



Dando continuidade à saga deste fotógrafo pelo Cerrado brasileiro, mais um post com duas fotos da minha viagem à Chapada dos Veadeiros.

Nesse segundo post (clique aqui pra ver o primeiro), eu escolhi duas fotos da flora dessa região do Brasil, que é o segundo maior bioma do continente e é de uma beleza natural magnífica.

Alerta! Daqui pra frente o post é mais técnico. Se você não saca muito de fotografia pula pro final pra ver a outra foto.

Ambas as fotos foram registradas com a excelente Sony H1 que eu tinha na época, em ISO 64 e utilizando um filtro polarizador, que colabora nas belas cores e no céu bem azul presente nas duas imagens.

Na primeira, um close-up aproveitando a boa capacidade de macro característica das câmeras digitais compactas. Abertura em f: 4.0 e velocidade de 1/160 com uma distância focal (equiv.) de 35mm.

A segunda traz uma preocupação maior com a composição no entrelaçamento quase geométrico e utiliza o contraste na planta proporcionado por um sol forte que incidia à 90 graus e nas nuvens brancas no céu. Mais uma vez o macro ajudou no desfoque tanto de parte das plantas em primeiro plano quanto do fundo. Velocidade do obturador em 1/125 e abertura f: 4.0. Distância focal (equiv.) de 75mm.




Quem quiser conferir mais do meu trabalho como fotógrafo basta clicar aqui e acessar meu porfolio online. Mais fotos da Chapada em um próximo post.

PS.: Esse post demorou a ser publicado devido a problemas no upload de imagens do Blogger. Tive que contornar utilizando outros meios e por isso, infelizmente, não há como ver as fotos em tamanho maior por enquanto. Conserto assim que puder.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Fotografia:: A Chapada dos Veadeiros (Pt. I)


Em Abril desse ano, tive a oportunidade de curtir férias com o meu irmão, que está morando em Brasília. Passei dois dias na capital federal, a cidade das siglas e dos setores. Detalhe: Setor de postos e motéis??? Bizarro.

Depois passamos cinco dias na Chapada dos Veadeiros, que não fica muito distante mas já é dentro do estado de Goiás.

A natureza lá é espetacular e rendeu inúmeras fotos fantásticas. No total acho que foram mais de 300. Quase ocupei pela primeira vez o cartão de 1GB que eu tinha naquela época. Nem daria pra mostrar todas aqui mas vou postar algumas nos próximos dias.

Essa viagem me deu uma vontade danada de ser fotógrafo da National Geographic.

Alerta! Daqui pra frente o post é mais técnico. Se você não saca muito de fotografia pula pro final pra ver a outra foto.

Todas as fotos dessa viagem foram tiradas com a Sony H1 que eu tinha (troquei por uma Nikon D40). É uma boa câmera pro fotógrafo ocasional e pro amador avançado.

A primeira é esse lindo pôr do sol que eu acho que é a melhor foto que eu já tirei. Aguentando muitos mosquitos, foi fotografada com ISO 64, f: 3.5 e velocidade 1/160 em modo P (programa) e com distância focal (equiv.) de 200mm. Valeu a pena.

Na segunda, essa vegetação ribeirinha foi fotografada com uma queda d'água magnífica de 80m de altura como fundo. Com prioridade de abertura e também em ISO 64, mas com f: 4, velocidade de 1/250 e distância focal (equiv.) de 320mm, o que permitiu o desfoque no fundo, já que as câmeras digitais compactas tem uma profundidade de campo elevada por conta do tamanho reduzido dos sensores (não, isso normalmente não é uma coisa boa).


Quem quiser conferir mais do meu trabalho como fotógrafo basta clicar aqui e acessar meu porfolio online. Mais fotos da Chapada no próximo post.

Cinema é fundamental para Nobel de Al Gore

Na semana passada, Al Gore dividiu o prêmio Nobel da Paz com o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU) por sua cruzada para chamar a atenção do mundo em relação ao aquecimento global.

Apesar de uma corte britânica ter, recentemente apontado 9 inconsistências científicas no projeto do democrata, que foi vice-presidente durante o governo de Bill Clinton e candidato à presidência dos EUA em 2000 derrotado por George W. Bush numa eleição no mínimo duvidosa, Uma Verdade Inconveniente (2006), que ganhou o Oscar de Melhor Documentário no ano passado, foi fundamental para Gore levar ao mundo suas idéias e alertar a população do planeta sobre o que ele chama de uma "crise climática", que já está trazendo consequências sérias para o meio-ambiente e colocando em risco o futuro da humanidade.

Fim de filme

O Favoritos é um blog super interessante que compila tudo que tem de mais legal na internet, como, por exemplo, essa galeria no Flickr com 110 fotos de fins de filme. Pros cinéfilos e pros curiosos vale a pena conferir, é bem bacana.

O império das calças pretas

As pessoas que trabalham em escritórios pelo mundo afora devem se identificar com esse post.

Só uma coisa me irritava mais no trabalho de escritório que fazia do que acordar cedo, as idas a banco e a burocracia: as calças pretas.

Não é tanto sobre a calça em si, mas é que na maioria das instituições você é obrigado a usar um uniforme. E essa peça do vestuário simboliza a herança da sociedade disciplinar de que Foucault falava e que se instaurou no começo da revolução industrial com o intuito de homogeneizar as massas de trabalhadores. Individualidade, perspectiva e visão críticas não fazem parte desse modelo de sociedade do século XIX.

Na maioria dos casos, a calça preta faz parte do uniforme. E, às 6 da manhã quando eu a vestia para com ela passar a maior parte do meu dia, abria mão da minha individualidade e da minha identidade. Pense bem: você sequer pode escolher a roupa que vai vestir. E essa escolha diz muito às outras pessoas sobre quem você é através de códigos criados ao longo do tempo não só no campo profissional, mas na moda e nos costumes de cada cultura do globo. Os médicos usam branco, os advogados se vestem formalmente e se você conhecer um publicitário ou cineasta que não tem pelo menos um par de tênis coloridos, me avisa.

Quem é que nunca se olhou no espelho de uniforme antes de sair pra trabalhar e enxergou um estranho? As pessoas saem de casa sendo parte de uma massa uniforme cujo único objetivo é produzir, dia após dia e com isso ocupam a maior parte de inúmeros anos de suas vidas.

Eu proponho que voltemos a pensar, a ter uma visão crítica, a nos expressar e a ser nós mesmos no nosso dia-a-dia. E que as manchas e desgaste únicos dos jeans mais uma vez sejam símbolo de rebeldia como na década de 50. Benditos sejam os jeans, os tênis e as roupas coloridas e toda e qualquer coisa que sirva pra nos diferenciar uns dos outros num mundo em que, apesar de toda a liberdade e o acesso rápido e fácil à informação, cada vez mais o sistema nos pressiona para estar em acordo com os padrões propostos não só para as vestimentas, mas para a maneira de pensar e de encarar a vida.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Fotografia:: Um passeio no fim de tarde

Domingo à tarde e eu em casa, na maior preguiça, tentando ver Meu Tio Matou um Cara (2004), do Jorge Furtado, que tinha alugado na locadora. Depois eu vi e até gostei. Mas o Homem que Copiava (2003) é bem mais legal. Enfim, eu tentava ver o filme mas a Alice queria passear e eu acabei indo meio a contragosto. Já que eu tinha que ir, pensei: vou levar a câmera. De repente eu fotografo alguma coisa. Peguei a minha segunda filha (a Nikon D40), a Alice e fui. Até que saíram umas fotos bacanas de coisas que tem aqui perto de casa mesmo. Escolhi essas duas pra postar aqui no blog.

Alerta! Daqui pra frente o post é mais técnico. Se você não saca muito de fotografia pula pro final pra ver a outra foto.

Ambas as fotos foram tiradas só com a luz natural de um belo entardecer. Eram umas 16:30, eu acho. Usando o modo de prioridade de abertura (o meu preferido, como vocês podem ter reparado) e ISO 400 pra aumentar a velocidade e não tremer com a câmera, já que eu estava usando a lente 18-135mm quase sempre em 135mm ou mais na parte teleobjetiva. A primeira foi tirada com f: 5 e 1/400 de velocidade com uma distância focal (equivalente) de 75mm. A foto abaixo foi capturada com diafragma f: 5.6 e velocidade 1/125. A distância focal (equiv.) era de 110mm.


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domingo, 7 de outubro de 2007

Fotografia:: O velho através do novo

Na semana passada, no primeiro sábado à noite com a minha Nikon D40 nova eu resolvi que iria fotografar alguma coisa pra usar o equipamento novo e testar umas idéias de setups.

Acabei montando um mini-estúdio na sala de casa com um fundo infinito branco. O objeto escolhido tem um valor sentimental e simbólico. Essa Minolta SRT101 foi do meu pai, que também adora fotografia. Depois ela ficou guardada num armário velho por muito tempo até que eu a achei e herdei ela. Desmontei, limpei e recuperei a câmera e até fiz algumas fotos com ela. Achei que seria legal fotografar a câmera antiga com a nova. O resultado é uma série de fotos, das quais escolhi essas duas pra postar aqui no blog.

Alerta! Daqui pra frente o post é mais técnico. Se você não saca muito de fotografia pula pro final pra ver a outra foto.

O setup era o seguinte: luzes fluorescentes do teto como preenchimento, uma pequena luminária fluorescente como contra-luz e um flash SB600 rebatido num isopor como luz principal. Tive que filtrar o flash com uma gelatina plus green pra equilibrar a temperatura de cor com as lâmpadas fluorescentes.

O ISO era 200 para ambas as fotos e foram tiradas em modo de prioridade de abertura, o que me permitia trabalhar mais facilmente com a profundidade de campo nas imagens. Às vezes compensava com a velocidade de exposição, sempre baixa. Usei um tripé e o timer de 2s pra evitar fotos tremidas. A foto de cima foi tirada com f:8 e 1/5 de exposição. A de baixo com f:5,6 e 1/10 de velocidade.


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Crítica:: Tropa de Elite: além das (grandes) expectativas

É fato que a pirataria gerou uma quantidade enorme de mídia espontânea para Tropa de Elite e é claro que isso também faz com que as expectativas em relação ao longa sejam muito maiores.

Pois bem. Na sexta fui conferir se o filme dirigido por José Padilha e produzido por Marcos Prado e as minhas expectativas foram superadas em todos os aspectos. Me arrisco a dizer que é um dos melhores filmes brasileiros que eu já vi.

Tecnicamente, o filme é excelente e está no nível das produções internacionais em termos de qualidade de imagem e som, sendo esse último um destaque muito positivo. Especialmente na mixagem.

O roteiro de José Padilha, Bráulio Mantovani (roteirista de Cidade de Deus) e Rodrigo Pimentel (ex-integrante do BOPE) é excelente. Mesmo recursos que normalmente são considerados prejudiciais à narrativa como o flashback e a narração em voice over são utilizados de forma adequada e contribuem positivamente na construção da história. Os personagens são interessantes, coerentes e profundos.

José Padilha optou por uma estética ultra-realista e faz um excelente trabalho na condução da narrativa e em termos estéticos. A fotografia, de Lula Carvalho contribui com o uso extensivo da câmera na mão que inclui o espectador na ação e também tem uma proposta realista que casa muito bem com a direção. As cenas de ação são muito bem coreografadas e estão em um padrão de qualidade nunca antes visto no cinema nacional. A trilha musical é excelente, assim como todo o som do filme.

O trabalho do elenco, comandado pelo diretor e preparado pela Fátima Toledo, é simplesmente fantástico. O destaque, claro, é o Wagner Moura (Capitão Nascimento), cuja atuação é irrepreensível do primeiro ao último minuto do longa.. Mas Caio Junqueira (Aspirante Neto), André Ramiro (Aspirante Matias) e o restante do elenco também têm ótimas atuações e estão de parabéns.

Mas, muito além de um filme de ação competente, Tropa de Elite é um soco no estômago e deve te fazer sair do cinema um tanto chocado. Mostra, através da ótica do policial, a proporção que a violência tomou no Rio de Janeiro e questiona o que é aceitável e até que ponto podemos chegar para manter uma ordem que é extremamente frágil e qual a nossa parcela de responsabilidade nisso tudo. Não acho que o filme vanglorie o BOPE, a tortura, a violência e muito menos que o filme seja fascista. Se visto com um mínimo de senso crítico, acredito que o filme traz todos esses assuntos para a discussão e isso é fundamental para a nossa sociedade. Considero uma pena que um dos efeitos colaterais desse sucesso de público que o filme teve antes mesmo de sua estréia, seja transformar um filme que traz questionamentos sérios e pertinentes à sociedade em um ícone pop ultraviolento.

Em suma, Tropa é um grande filme de ação. Mas, para aqueles que mantiverem a mente aberta, é muito mais do que isso: é um filme que provoca a reflexão e a discussão que precisamos para começar a mudar a situação em que vivemos. Parabéns ao diretor por conseguir construir uma obra completa que é tanto um filme de entretenimento com estética e técnica notáveis, quanto um filme engajado socialmente.

Outras opiniões +

Tropa de Elite é um tiro de calibre 12 na cara (Jorge Antônio Barros - Repórter de Crime)

Tropa de Elite (Neusa Barbosa - Cineweb)

Tropa de Elite (Erika Liporaci - No Escurinho do Cinema)

Tropa d(a) Elite (Baú de Tranqueiras)

Essa crítica e outras notícias de cinema estão no Pipoca da Boa.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Fotografia:: Uma viagem de ônibus inusitada


Esse é o primeiro de uma série de posts de fotografias minhas.

Dentro de ônibus acontece de tudo. Essa foto foi tirada dentro de um ônibus indo do Humaitá pra Gávea. Eu entrei no ônibus com a minha irmã e uma amiga e esse senhor tocava acordeon com uma alegria de dar inveja.

Ele contaminou todo mundo no ônibus. As pessoas cantarolavam as músicas que ele tocava e aplaudiam ao final. Ele só agradecia e nada pedia. Tocava pelo prazer de tocar. Dava pra ver nos seus olhos.

Alerta! Daqui pra frente o post é mais técnico. Se você não saca muito de fotografia pula pro final pra ver a outra foto.

Eu estava com a minha Nikon D40 e saquei, pedi permissão e tirei umas 4 ou 5 fotos. Primeiro eu aumentei o ISO mas não deu. Tive que usar o flash onboard da câmera, que eu odeio. Mas até que não ficou tão ruim (depois de alguma correção no Photoshop).

Na pressa, fotografei em P (Programa) e me arrependi de não ter tirado mais fotos, de não ter usado o modo de prioridade de abertura e de não ter trocado a objetiva pela minha 50mm, que é bem mais luminosa (f:1.8). Mas um misto de tensão e medo por sacar uma câmera de R$ 2.500 no meio de um ônibus no Rio de Janeiro me impediram de fazer isso tudo.

Ambas as fotos foram tiradas com uma objetiva 18-135mm e com ISO 1600. A de cima com uma distância focal (equivalente) de 50mm, abertura f:5 e velocidade 1/60. A de baixo manteve a velocidade, mas a distância focal era de 100mm e a abertura f:5 e 1/3.


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quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A primeira dose é de graça

Num esquema parecido com aquele usado pelos traficantes de drogas pra viciar os usuários onde a primeira dose é de graça, o Disney Channel vai abrir seu sinal para todos os assinantes de TV paga assistirem à estréia de High School Musical 2 (2007) no próximo domingo dia 7 às 20h.

Parece bem apropriado porque, honestamente, esse filme deve ser uma droga mesmo.

E é claro que depois eles vão ganhar rios de dinheiro em vendas de DVD e milhares de outros produtos licenciados que vão de álbum de figurinhas à biscoitos de chocolate estampados com a cara desses atores e atrizes sem talento.

PS.: Sim. Essa é uma cena do filme. E sim, eles estão todos cantando dentro da piscina em volta de um piano rosa. Eu odeio musicais. Musicais teen então nem se fala.